Jeffrey Lionel Dahmer, o Canibal

Conheça a história macabra de Jeffrey Lionel Dahmer, o canibal.

Jeffrey Lionel Dahmer nasceu em 21 de maio de 1960 em Milwaukee, Wisconsin. Seu pai, Lionel, era um químico e sua mãe chamava-se Joyce. O casal brigava muito, e aos quatro anos de idade Jeffrey teve que retirar duas hérnias, operação que marcaria seu subconsciente de forma definitiva.

Aos seis ele se tornou muito tímido, tenso e inflexível. Isso aconteceu após o nascimento de seu irmão, uma mudança de cidade e seu ingresso na escola. Jeffrey desenvolveu fascínio por animais mortos, recolhendo-os após serem atropelados nas estradas próximas. Decaptava roedores, empalava cabeças de cachorros e espalhava suas obras de arte pela mata.

No ensino médio tornou-se aluno acima da média, participando do jornal escolar e treinando tênis. Costumava levar licor para a sala de aula.

Já na vida familiar as brigas de seus pais só aumentavam em quantidade e intensidade, o que culminou com sua separação e uma batalha judicial pela custódia de seu irmão mais novo.

Seu pai casou-se novamente, e sua madrasta não percebeu que Jeffrey era alcoólatra. Tentando resgatar a saúde do rapaz tentaram fazer com que ele cursasse a Universidade Estadual de Ohio. Logo no primeiro semestre a situação não melhorou e o álcool ainda se fazia presente.

Primeiro assassinato de Jeffrey Lionel Dahmer, o Canibal

Era junho de 1978 quando Lionel Dahmer praticou seu primeiro assassinato. Steven Hicks pediu carona a Dahmer, e este o levou para casa. Quando Hicks tentou sair do carro teve sua cabeça atingida por halteres, sendo estrangulado até a morte. Antes de ser enterrado teve seu corpo desmembrado.

Como é comum no histórico de serial killers, a violência de Jeffrey foi aumentando e seu estado emocional se agravou, assim como o alcoolismo. Em 1986 foi processado pelo que, nos Estados Unidos, chama-se de exposição indecente, quando foi preso ao se masturbar na frente de dois meninos.

Em 15 de setembro de 1987, Steven Tuomi desapareceu em Milwaukee, e o mistério não foi resolvido até Dahmer confessar seu assassinato, em 1991. James Doxtator foi o próximo a morrer, em janeiro de 1988, seguido por Richard Guerreiro, em 24 de março.

Sua avó, não aguentando mais o clima macabro de Jeffrey, pediu que este se mudasse.

Logo no primeiro dia em seu apartamento Dahmer atraiu um garoto para seu apartamento, tentando agredi-lo sexualmente. Enquanto permanecia livre aguardando condenação ele trucidou Anthony Sears.

Sentenciado a 5 anos de condicional por molestar crianças, podia sair durante o dia para trabalhar.

A sessão de mortes foi reassumida com Edward Smith, em junho de 1990. A vítima de julho foi Raymond Smith. Ernest Miller e David Thomas foram cruelmente mortos em setembro. Dahmer matou Curtis Straughter em fevereiro de 1991. Errol Lindsey entrou para a lista em abril, seguido por Anthony Hughes em maio.

Nesse período Jeffrey começou a criar ‘zumbis’ que seriam seus brinquedos sexuais. Ele fazia buracos na cabeça das vítimas e pingava líquidos cáusticos nas feridas. Seu objetivo era destruir a vontade consciente destas. Nenhum ‘paciente’ sobreviveu.

Mais crimes do canibal

 

Mais vítimas: Matt Turner, morto em 30 de junho; Jeremiah Weinberg, em 7 de julho, Oliver Lacy, em 15 de julho; Joseph Brandehoft, em 19 de julho. Além do estupro, assassinato e desmembramento das vítimas, Dahmer também experimentou canibalismo com pelo menos um corpo, embora negasse ser isso sua prática comum.

Em julho de 1991, dois policiais que faziam sua ronda perto da Universidade de Marquette, em Milwaukee, prenderam um homem negro que corria pelas ruas ainda algemado, com a certeza de que se tratava de um fugitivo.

Ele contava uma estranha história de que estava num encontro homossexual quando o parceiro o algemou e estava tentando matá-lo. Apesar de descrentes e sem nenhuma vontade de se envolver numa briga de casal, acompanharam o rapaz que se identificou como Tracy Edwards ao endereço indicado por ele.

Ao chegar ao local localizado no número 2357 da South 57th Street, foram atendidos por um educadíssimo homem que morava no apartamento 213. Ele confirmou que Edwards estava se encontrando com ele e foi até o quarto buscar as chaves da algema. Policias e vítima estavam aguardando, quando esta última se lembrou de uma faca que se achava no quarto.

Um dos policiais, sem demora, seguiu no encalço do dono do apartamento pelo corredor, mas foi pego de surpresa pela decoração das paredes. Eram cobertas de fotografias do tipo polaroide, mas não de paisagens ou pessoas, e sim de cadáveres, vísceras, sangue, cabeças decepadas.

Antes que pudesse dar voz de prisão a Jeffrey Dahmer, este tentou enfrentá-lo, mas foi subjugado. As surpresas dentro do apartamento deste assassino estavam prestes a serem descobertas e deixarem muitas pessoas atônitas e perplexas.

As surpresas de Jeffrey Lionel Dahmer

Na geladeira, sobre a prateleira central estava uma cabeça em estado avançado de decomposição. No congelador foram apreendidas mais três cabeças escalpeladas e acondicionadas em sacos plásticos amarrados com elásticos.

Também foram encontrados recipientes de metal contendo mãos e pênis decompostos. No armário, frascos com álcool etílico, clorofórmio e formol, junto com outros onde jaziam genitálias masculinas preservadas. Na pia da cozinha havia um torso humano rasgado do pescoço até a pélvis. Na tábua de carne ao lado, um pênis fatiado, pronto para ir para a panela. Também foram apreendidos dois tonéis com capacidade de 189,5 litros, repletos de torsos humanos apodrecendo.

No apartamento de Jeffrey Lionel Dahmer foram identificados os restos mortais de 11 vítimas diferentes; 11 crânios, um esqueleto completo, ossos em geral, mãos, genitais embalsamados e pacotes de corações, músculos e outros órgãos mantidos no ácido ou refrigerador.

Julgamento e morte

Em 22 de agosto de 1991, Dahmer foi indiciado em 15 acusações de assassinato e declarou-se culpado.

A defesa, tentando alegar insanidade, falou que “…crânios trancados, canibalismo, ímpetos sexuais, perfurações, fazer zumbis, necrofilia, alcoolismo, tentar criar santuários, lobotomias, decomposição de cadáveres, taxidermia, idas ao cemitério, masturbação, … este era Jeffrey Dahmer, um trem desembestado nos trilhos da loucura! ”

Já a acusação disse: “Ele não era um trem desembestado, ele era engenheiro! Senhoras e senhores, ele enganou muitas pessoas. Por favor, não deixem que este horrível matador os engane. ”

O júri deliberou por apenas cinco horas e considerou Jeffrey Dahmer legalmente são, culpado pelas múltiplas acusações de homicídio. Foi sentenciado a 15 prisões perpetuas consecutivas ou um total de 957 anos de reclusão.

Na prisão, Jeffrey Lionel Dahmer recusou as ofertas de custódia protetora, apesar de muitas ameaças contra sua vida. Em 3 de julho de 1994, outro condenado tentou cortar sua garganta na capela da prisão, mas Dahmer saiu do incidente com apenas pequenos arranhões e recusou-se a registrar a acusação. Cinco meses depois, em 28 de novembro, ele estava limpando um banheiro adjacente ao ginásio da prisão quando outro membro do serviço, Christopher Scarver, de 25 anos, apanhou uma barra de ferro de uma máquina de ginástica próxima e atingiu a cabeça de Dahmer, matando-o instantaneamente.

Assista aqui ao documentário “Confissões de um Serial Killer”, completo e legendado, que conta a história de Jeff.

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Pela Redação do Nefasto, com informações da Fera Online. Fotos Reprodução.